Dia Da Esfiha: 9 Endereços Para Celebrar a Data Nos Jardins e Arredores
Todo dia 9 de setembro, São Paulo homenageia um dos símbolos mais queridos da culinária árabe na cidade: a esfiha. O salgadinho, que chegou ao país com a imigração libanesa e síria no início do século passado, hoje ocupa lugar cativo em padarias, empórios e restaurantes especializados — dos clássicos abertos de carne às versões autorais recheadas de criatividade. Para marcar a data, selecionamos nove casas dos Jardins e arredores que apostam em receitas de família, técnicas inusitadas e até parcerias inéditas para reinventar o prato. Confira o roteiro.

Rosima: mais de 50 anos de tradição na Pamplona
Poucos endereços resumem tão bem a tradição árabe nos Jardins quanto o Rosima. A casa abriu as portas em 1971, na Rua Pamplona, e se consolidou como um dos points mais antigos e queridos do gênero na cidade — hoje já soma mais duas unidades, sempre fiel à receita que a tornou conhecida. No balcão, que funciona também como um pequeno empório para quem quer levar para casa, o cliente encontra esfihas abertas e fechadas, preparadas em três tipos de massa: branca, integral e folhada. Entre tantas opções, a fechada de ricota é disputada como a favorita da casa, ao lado da clássica aberta de carne, sempre lembrada pelos frequentadores mais antigos. Os preços são um convite à repetição: variam de R$ 8,30 a R$ 11,50, entre os mais em conta do roteiro. Além das esfihas, o cardápio reúne clássicos árabes como kibe, coalhada seca, homus e babaganusch, ideais para montar um mini trio e degustar várias texturas de uma vez.
Rua Pamplona, 1738 — Jardim Paulista, São Paulo
@araberosima

Arabia: tradição premiada nos Jardins
Referência na culinária árabe da região, o Arabia une hospitalidade e um cardápio consagrado por prêmios do setor. A casa investe tanto em receitas clássicas quanto em versões próprias, como as esfihas assinadas pela chef Leila Youssef, servidas nos sabores carne, queijo, ricota e verdura (R$ 16). Entre os pedidos mais concorridos está a esfiha folhada de carne (R$ 21).
Alameda Lorena, 1821 — Jardim Paulista, São Paulo
@restaurantearabia

Sabah: rodízio e opções doces na Paulista
Com ambiente perfumado por especiarias e receitas passadas de geração em geração, o Sabah propõe uma imersão na gastronomia do Oriente Médio. Para o Dia da Esfiha, a casa amplia o cardápio para além do tradicional sabor de carne: há opções salgadas por R$ 14 (carne, queijo, ricota com mussarela, escarola, calabresa com mussarela e frango com catupiry) e versões doces por R$ 15, nos sabores chocolate e doce de leite. Quem preferir personalizar o pedido pode montar a própria combinação por R$ 16, escolhendo dois recheios entre carne, queijo, ricota e calabresa, entre outros. Já para uma experiência completa, o restaurante oferece jantar com buffet árabe, rodízio de esfihas, sobremesa e bebidas: R$ 120 de domingo a quinta e R$ 130 nas sextas e sábados.
Avenida Paulista, 735 (Club Homs) — Bela Vista, São Paulo
@sabahcozinhaarabe

Brasserie Victória: mais de um século de história libanesa
Poucos endereços carregam tanta memória afetiva quanto a Brasserie Victória. A história começa em 1909, quando Dona Vitória deixou o Líbano ainda aos 13 anos rumo ao Brasil, trazendo na bagagem receitas de família. Anos depois, já vendendo quibes e esfihas para conhecidos, mudou-se temporariamente para os Estados Unidos, onde aperfeiçoou técnicas da culinária libanesa mais tradicional ao lado da cunhada. De volta ao país após a Primeira Guerra, passou a cozinhar em casa e vender pratos em um bar no centro paulistano — até que, em 1947, o sucesso a levou a abrir, em sociedade, o restaurante na Rua 25 de Março. Hoje instalada no Itaim Bibi, a casa segue como um dos grandes nomes da cozinha libanesa na cidade, com esfihas abertas, fechadas, folhadas e esticadas (versão maior da aberta) nos sabores zaatar, mussarela, ricota, verdura, carne e frango com palmito, com preços entre R$ 11,60 e R$ 18,50. O restaurante conta ainda com delivery próprio, além das plataformas de entrega.
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 545 — Itaim Bibi, São Paulo
@brasserie_victoria

Almanara: sete gerações de tradição libanesa
Fundado em 1950, o Almanara mantém até hoje as receitas trazidas do Líbano há mais de 150 anos pela família Coury, já em sua sétima geração no Brasil desde a chegada ao Porto de Santos. Com mais de dez endereços na capital, a unidade mais antiga, no centro, é a única a oferecer rodízio. No time das esfihas abertas, os clientes encontram as versões de carne e de queijo temperadas à moda da casa, além da tradicional esfiha de verdura. Há também miniesfihas abertas, nos sabores carne, queijo e zaatar com coalhada, e fechadas, de carne, verdura ou ricota. Todas as unidades contam com delivery próprio e atendimento por aplicativos.
Rua Basílio da Gama, 70 — Centro, São Paulo + endereços
@almanararestaurante

Raful: o sabor da 25 de Março desde 1960
A história do Raful começa com os irmãos Tannous e Raffoul Doueihi, libaneses recém-chegados ao Brasil que abriram um pequeno comércio de iguarias árabes na região da 25 de Março em 1960. Os segredos culinários de família conquistaram a clientela e levaram à expansão do negócio, que ganhou o nome pelo qual o proprietário era conhecido pelos fregueses. Hoje com mais duas filiais, o restaurante é parada obrigatória para quem busca esfihas recém-saídas do forno, servidas por garçons que circulam entre as mesas. O cardápio inclui versões abertas, fechadas e folhadas nos sabores carne, carne com queijo, mussarela, ricota, três queijos com abobrinha, frango, verdura, coalhada e zaatar, com preços entre R$ 9,50 e R$ 12.
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2159 – Bela Vista, São Paulo
@rafulrestaurante

Casa Baruk: releitura autoral em Higienópolis
Sob o comando dos irmãos Gustavo e Denise Batistel, a Casa Baruk propõe uma reinterpretação afetiva e sofisticada da culinária árabe e mediterrânea, unindo receitas de família a técnicas contemporâneas. Para o Dia da Esfiha, a casa destaca a massa artesanal própria: as miniesfihas fechadas, nos sabores queijo e carne, saem em porções de cinco unidades por R$ 39, enquanto a tradicional esfiha aberta — recheada e assada na hora em forno a lenha, o que garante casca dourada e textura marcante — custa R$ 15 e está disponível em carne, queijos, zaatar e queijo com zaatar. O espaço também chama atenção pela decoração: luminárias exclusivas, uma vitrine de doces árabes artesanais como ninho de nozes e damasco e burma, e uma tapeçaria autoral que dá o tom do salão mais intimista.
Rua Mato Grosso, 408 — Higienópolis, São Paulo
@casabaruk

Le Blé: quando a esfiha vira croissant
A Le Blé Casa de Pães aposta em um cruzamento inusitado entre a tradição árabe e a técnica francesa: a Crosfiha usa massa de croissant, com sua laminação característica de camadas de manteiga, no lugar da massa tradicional da esfiha. O resultado é um salgado de formato triangular, camadas visíveis e casquinha crocante, disponível nas versões carne e frango, ambas a R$ 21.
Rua Padre João Manuel, 968 — Jardins + 1 endereço
@leblecasadepaes

Saj: festival de degustação e lançamento de congelados
A rede Saj entra no clima da data com duas novidades. A unidade Saj Girassol, na Vila Madalena — primeira loja da marca e hoje também sua flagship, que reúne restaurante e empório — lança uma linha de congelados em embalagens renovadas: esfihas abertas de carne e zaatar (R$ 36, oito unidades), fechadas de carne, escarola, ricota e queijo (R$ 36, nove unidades) e de queijo de cabra (R$ 59, nove unidades), além de itens como minifalafel, minikibes e kafta em diferentes formatos e preços.
Já nas unidades Girassol, Nações Unidas, Vila Leopoldina, Higienópolis e Arujá, o mês de setembro é marcado pelo Festival de Esfihas, com degustações em formato de trio: o Lançamentos (R$ 45) reúne os sabores abobrinha, frango e cebola, enquanto o Clássicos (R$ 45) traz carne, queijo e zaatar. Para completar, o trio de pastas árabes (R$ 66) serve coalhada seca, babaganoush e homus.
Rua Girassol, 523 – Vila Madalena, São Paulo + endereços
@restaurante.saj
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