5 Vinhos para Brindar à Primavera, Entre Aromas Florais e Rótulos Floridos

Crédio: Rhafaela Lima

A primavera chegou oficialmente em 22 de setembro e, com ela, veio um convite natural: trocar os tintos encorpados do inverno por vinhos mais leves, frescos e perfumados. Não é só clima — a estação das flores também aparece na taça, já que muitos rótulos carregam aromas florais que nascem da própria uva e do processo de vinificação. Outros vão além disso e trazem a primavera estampada no rótulo. Para ajudar nessa transição sazonal, a sommelière Sabrina Trézze, da Cantu Grupo Wine, selecionou cinco indicações — três que entregam o floral no aroma e duas que apostam na primavera como imagem.

“Separei os vinhos em dois grupos porque a primavera pode ser sentida de formas diferentes: tem gente que escolhe pelo nariz e tem gente que escolhe pelo olhar, e os dois fazem sentido”, explica a sommelière.

Quando o floral está na taça

Divulgação

1.Yellow Tail Pink Moscato — Produzido pela vinícola australiana Casella, hoje na sexta geração à frente do negócio, é um rótulo suave, com apenas 7,5% de teor alcoólico. Na taça, ganha aromas de rosas, lichia e morango, descrito pela própria equipe da vinícola como uma experiência de “beber estrelas cadentes”. Fermentado em tanques de aço inoxidável sob controle de temperatura, deve ser servido bem gelado e combina com sushi, peixes e sobremesas. Onde comprar: www.divvino.com.br

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2. Calvet Côtes de Provence — Carrega a tradição de uma vinícola fundada ainda no século XVIII, no vale do Rhône, hoje uma das referências francesas no segmento. O rosé nasce da mistura de cinco castas — Grenache, Carignan, Cinsault, Tibouren e Syrah — e chega à taça com coloração bem clara, notas de framboesa e toranja cristalizada. Para Sabrina, é um dos melhores exemplares de rosé do mundo, ideal para acompanhar sushis, sashimis ou polvo grelhado. Onde comprar: www.emporioitie.com.br

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3.Lanson Le Black Création Brut — Representa a mais antiga casa de Champagne em atividade contínua, fundada em 1760 e fornecedora oficial da família real britânica desde 1900. O corte de Pinot Noir, Chardonnay e Meunier passa por uma segunda fermentação na garrafa, com ao menos quatro anos sobre borras — processo que resulta em notas de pera, maçã, cascas cítricas cristalizadas e um fundo floral, somado a uma mineralidade fina. A acidez vibrante e as borbulhas delicadas pedem salmão grelhado ou risoto de frutos do mar. Onde comprar: www.woodswine.com.br

Quando a primavera está no rótulo

4.Casa Relvas Rosé Pompom — Vindo do Alentejo, em Portugal, é assinado por uma família que está na quinta geração à frente da produção. Feito com Aragonez, Touriga Nacional e Syrah, passa por vindima manual, e parte do processo estagia em carvalho francês. O resultado é um rosé de acidez marcada e corpo estruturado, com notas de framboesa e morango — mas o destaque começa antes mesmo de a garrafa ser aberta: o rótulo, estampado com flores em tons vivos, já anuncia a estação. Não à toa, recebeu da Cantu Grupo Wine a classificação de rótulo “Singular”. Onde comprar: www.vivavinho.com.br

5.Entre Dois Mundos Maraví Brut Rosé — Produzido no Vale do São Francisco, na Bahia, a partir das uvas Garnacha e Chenin Blanc, é um espumante nacional que passa pelo método Charmat, com segunda fermentação sobre borras — o que explica sua textura cremosa e a perlagem fina e constante. Na taça, frutas vermelhas silvestres dividem espaço com notas cítricas e florais, enquanto o rótulo, com estampa delicada, reforça o convite: um brinde brasileiro para abrir a temporada de encontros ao ar livre. Onde comprar: www.wine.com.br

 

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