Parque Augusta é inaugurado com projeto da Kruchin Arquitetura e resgata elementos da história da cidade de SP

Depois de um longo período de debate e definições, São Paulo ganha um novo parque público, o Parque Augusta, localizado na região central da cidade. Com projeto da Kruchin Arquitetura, que tem à frente o arquiteto e urbanista Samuel Kruchin, e em uma Parceria Público-Privada entre SETIN Incorporadora, Cyrela e Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade de São Paulo (SMVA), o projeto nasce com a missão de resgatar elementos históricos da cidade.

“Uma nova área verde dessas dimensões é, sem dúvida, muito importante e um ganho para a população, que terá agora uma nova área pública e de qualidade para usufruir. Mas diria que o mais relevante de todo processo foi incorporar registros históricos que estavam soterrados”. “Além disso, é um parque que ajuda a contar também parte da história da Educação na capital, dos seus espaços públicos e dos seus jardins”, pontua Samuel Kruchin, arquiteto responsável pelo projeto.

Em uma área de quase 25 mil m², o terreno reúne fragmentos de construções históricas que datam do início do século 20. Localizavam-se no terreno a Escola Santa Mônica, o Instituto Sedes Sapientiae e o tradicional Colégio Des Oiseaux. E é desta última instituição que se origina um dos elementos centrais do novo parque: o Jardim Des Oiseaux.

Sob os cuidados das freiras do Colégio, o bosque original era formado por espécies exóticas, como Araucárias australianas, reflexo da influência estrangeira na administração do Colégio. Por seus caminhos, que foram restaurados e novamente interligados pelo projeto de arquitetura, situavam-se os oratórios e uma colina de reflexão – elementos que também foram incorporados ao projeto.

Também foi realizado um restauro da portaria original da Escola Santa Mônica, do muro para a rua Augusta e de uma das construções secundárias do Jardim Des Oiseaux. Nesta construção, foi preservada uma interferência feita no longo período de inatividade do lote: o graffiti de um tamanduá, criação de um artista anônimo.
Completam o programa uma academia ao ar livre, área para pets e um jardim contemporâneo. A partir de sapatas e fundações das construções originais, resgatadas no trabalho de pesquisa do terreno, foi criada também uma escultura que ocupa o centro do parque.
Samuel Kruchin reforça que, ainda assim, trata-se de um ‘parque em processo’, devido aos registros encontrados na área onde está implantado. “Em algum momento este subsolo, que esconde ainda muitos elementos, terá que ser explorado para transformá-los em mais atrativos do Parque Augusta. Ainda há muito a conhecermos desta história”, finaliza o arquiteto.

Ficha técnica
Área total: 24.655,89 m²
Arquitetura e Restauro: Kruchin Arquitetura
Paisagismo: Kruchin Arquitetura e Núcleo Arquitetura da Paisagem
Luminotécnico: Castilha Iluminação

Sobre a Kruchin Arquitetura

A KRUCHIN Arquitetura atua em diferentes segmentos da Arquitetura, como urbanismo, em edifícios institucionais, residenciais e corporativos, somando a uma extensa experiência em projetos de preservação e restauro. Ao longo de quase três décadas angariou prêmios do IAB-SP, pelo projeto “EEPG Barão de Monte Santo”, o prêmio Categoria Patrimônio Arquitetônico pela 3ª Bienal Internacional de São Paulo (1997), da 5ª Bienal Internacional de São Paulo (2003) pelo projeto “João Cabral: Um Memorial à Poesia Brasileira”, e pela Revista Arquitetura & Construção (O Melhor da Arquitetura 2011) com a “Fábrica Santa Helena”.Em Preservação e Restauro, foi um dos primeiros escritórios no âmbito privado com atuação reconhecida, sendo um deles o projeto de restauro do Palácio da Justiça, de São Paulo, e o projeto da Praça Pamplona, também na cidade.

Entre as publicações já realizadas estão: “KRUCHIN”, com conjunto de obras em aço, editado pela J.J. Carol em 2006, “1000x Architecture of the Americas”, edição de 2008 pela Braun (Alemanha), e “KRUCHIN: uma poética da história – obra de restauro”, editado pela C4.

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