Dia Do Livro Infantil: Veja Como Acertar Na Escolha Dos Livros

Com a proximidade do Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, cresce a busca por títulos que acompanhem o desenvolvimento das crianças em cada fase da infância. Mais do que entretenimento, a literatura infantil é apontada por especialistas como ferramenta essencial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, estimulando linguagem, imaginação e empatia desde os primeiros anos de vida.
Para orientar famílias e educadores, especialistas do grupo editorial Multiverso das Letras elaboraram um guia prático que sugere caminhos de leitura de acordo com a faixa etária, respeitando as transformações naturais do crescimento infantil.
Nos primeiros anos, entre 0 e 3 anos, o contato com livros está diretamente ligado às descobertas sensoriais e à criação de vínculos afetivos. Obras com ilustrações marcantes, textos curtos e formatos resistentes favorecem a interação e ajudam a criança a reconhecer sons, ritmos e emoções, mesmo antes da alfabetização.
Já entre 4 e 6 anos, a literatura passa a desempenhar papel importante na ampliação do vocabulário e no desenvolvimento da imaginação. Histórias mais estruturadas, com linguagem acessível e ilustrações detalhadas, contribuem para consolidar o hábito da leitura de forma prazerosa, ao mesmo tempo em que abordam temas como amizade, cooperação e expressão de sentimentos.
Dos 7 aos 9 anos, a leitura ganha autonomia e complexidade. Nessa fase, cresce o interesse por narrativas mais elaboradas, que exploram questões como identidade, relações interpessoais e dilemas cotidianos. Livros que dialogam com emoções e desafios ajudam a formar leitores mais críticos e conscientes.
A partir dos 10 anos, os jovens leitores tendem a buscar histórias mais densas e temas socialmente relevantes, como diversidade, ética e relações familiares. A literatura passa a atuar como ferramenta de reflexão, estimulando o pensamento crítico e o diálogo com o mundo ao redor.
Apesar das orientações por idade, especialistas destacam que a escolha do livro ideal não deve seguir regras rígidas. Segundo a editora Maressa Manfre, da Cantinela, o mais importante é considerar o interesse e o repertório de cada criança. “A indicação etária é um ponto de partida, mas o essencial é observar o que desperta curiosidade e conexão”, afirma.
Outro aspecto fundamental é a leitura mediada. O hábito de ler com a criança, mesmo que por poucos minutos ao dia, fortalece vínculos afetivos e contribui para a formação de leitores. Mais do que a história em si, o momento compartilhado cria memórias e amplia o interesse pelos livros.
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