5 Livros De Autoras Brasileiras Para Ler No Mês Do Orgulho LGBT+
Entre romances, thrillers e obras poéticas, autoras brasileiras lésbicas e bissexuais têm ampliado o espaço de narrativas LGBTQIAP+ na literatura contemporânea. Com personagens complexas e histórias que abordam temas como identidade, desejo, violência de gênero, saúde mental, pertencimento e reconstrução afetiva, os livros a seguir oferecem diferentes perspectivas sobre a experiência sáfica no Brasil.

Instruções para desaparecer devagar, de Flávia Iriarte: Inspirado em uma experiência vivida pela autora no Camboja, o romance acompanha uma viagem entre amigas marcada por tensão, medo e culpa. Com elementos de suspense psicológico, a obra explora questões ligadas à juventude, privilégio, desejo e às violências que atravessam a experiência feminina. Publicado pela Editora Faria e Silva, o livro combina amizade, trauma e dilemas morais em uma narrativa de forte carga emocional.

Boas meninas se afogam em silêncio, de Andressa Tabaczinski: Finalista do Prêmio Jabuti 2025, o thriller tem início com o assassinato de uma jovem da elite de Curitiba e utiliza a investigação do caso para discutir repressão sexual, feminicídio e desigualdades sociais. Ao revelar um relacionamento amoroso mantido em segredo pela vítima, a trama questiona estruturas conservadoras e combina suspense policial com crítica social. A obra foi publicada pela Rocco.
Ressaca, de Thalita Coelho: Ambientado no litoral catarinense, o romance acompanha uma professora que enfrenta o luto enquanto revisita memórias traumáticas ligadas à violência e ao passado. Com elementos de realismo fantástico, a narrativa aborda maternidade lésbica, abuso infantil, desejo e reconstrução emocional. Publicado pela orlando, o livro se destaca pela escrita poética e pelo uso do mar como elemento simbólico central.

Cercas Vivas, de Rai Gradowski: No romance de estreia de Rai Gradowski, a protagonista Bianca retorna à casa herdada da avó e se vê diante de lembranças familiares e sentimentos interrompidos da adolescência. Misturando romance, mistério e referências da cultura millennial, a obra aborda amadurecimento, pertencimento e descobertas afetivas em uma Curitiba marcada pela memória e pela nostalgia. O livro foi publicado pela Editora Zouk.

Candura: uma história de sobrevivência feminina, de Alice Puterman: Resultado de seis anos de escrita, a obra de estreia de Alice Puterman transforma experiências de trauma e sofrimento em poesia. A autora aborda temas como violência sexual, transtorno de estresse pós-traumático, tentativas de suicídio e sobrevivência, construindo uma narrativa que reflete sobre corpo, permanência e resistência. Publicado pela TAUP, o livro apresenta uma perspectiva sensível sobre vulnerabilidade e recuperação.
Comentários estão fechados.