BRILHO ETERNO, com Reynaldo Gianecchini e Tainá Müller, dirigido e idealizado por Jorge Farjalla no Procópio Ferreira

Montagem faz temporada no Teatro Procópio Ferreira até 12 de junho

2222

O papel cada vez mais essencial das relações humanas, sobretudo no mundo pós-pandemia, reflete-se em Brilho Eterno, montagem que traz ao palco nos papéis principais os atores Reynaldo Gianecchini Tainá Müller, com idealização, direção e encenação de Jorge Farjalla. 

O espetáculo é apresentado pelo Ministério do Turismo Faculdade São Leopoldo Mandic, com patrocínio de Seguros Unimed Petro Rio, e estreia em São Paulo no dia 25 de março de 2022, no Teatro Procópio Ferreira. A temporada, prevista até 12 de junho, terá sessões às sexta-feiras (21h)sábados (17h e 21h) domingos (18h). Os ingressos já estão disponíveis em www.sympla.com.br e na bilheteria do Teatro.

 

Livremente inspirado no longa “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” – roteiro de Charlie Kaufman premiado com o Oscar, dirigido por Michel Gondry e estrelado por Jim Carrey (Joel) e Kate Winslet (Clementine), Brilho Eterno, que traz no elenco ainda Wilson de Santos, Renata Brás, Fábio Ventura Tom Karabachian, questiona, de maneira lúdica e por muitas vezes cômica, o quanto as pessoas se mostram dispostas a viver situações de sofrimento por amor durante a vida.

A encenação consolida o encontro artístico entre Farjalla e Gianecchini, que também co-produz a montagem, ao lado de Daniella Griesi (Solo Entretenimento), Marco Griesi (Palco 7 Produções) e Renata Alvim (Rega Início Produções), como produtores associados.

A parceria havia sido idealizada há mais de quatro anos, imediatamente após o diretor revelar ao ator seus planos para o texto. Contudo, compromissos profissionais de ambos e, posteriormente, a pandemia da Covid-19, adiaram temporariamente o projeto.

Uma nova história – Com dramaturgia de André Magalhães e do próprio Farjalla, Brilho Eterno não conta no palco a história já vista nas telas.

Para Reynaldo Gianecchini, o espetáculo presta uma homenagem ao filme e seus fãs, mas, ao propor uma nova trama atualizada e contada de maneira leve de forma não linear – variando entre presente, passado e alucinação -, permite que cada espectador “monte seu quebra-cabeças”, encontrando outros significados a partir das próprias experiências.

“Você pode até apagar um amor da mente, mas não pode apagar do coração. O brilho eterno é esse, o que não se apaga. Acredito que esta essência é a maior conexão entre a peça, o filme e o público que irá nos assistir”, resume.

A convicção de que os afetos e os valores passaram por grandes transformações desde o lançamento do filme (2004) também foi um elemento preponderante no processo de criação da peça. Mais à frente, foi preciso levar em consideração ainda o impacto da crise global de saúde global no cotidiano.

Tainá Müller ressalta que, por tudo isso, alguns temas da obra original, ainda que tenham marcado o imaginário de uma geração, hoje podem ser discutidos de outra forma, especialmente a representatividade feminina. Para tanto, a peça investe em uma abordagem mais contemporânea e equilibrada entre os protagonistas.

“Era preciso compreender quem são, hoje em dia, esse homem e essa mulher. Além disso, em nossos diálogos, concordamos que a personagem feminina deveria estar em cena mais como ‘sujeito’ e menos como ‘objeto transformador’ do personagem masculino”, relata a atriz.

Jorge Farjalla acrescenta: “Joel e Clementine, personagens originais, servem como referência e espelho para Jesse (Reynaldo Gianecchini) e Celine (Tainá Müller), porque ambos são fascinados pelo filme. Mas a partir daí criamos um novo texto que obviamente traz elementos e o fio condutor do original, mas com outros personagens e situações em torno dos protagonistas”.

O espetáculo, por sinal, sugere uma ruptura do diretor e encenador com o estilo barroco consagrado em trabalhos recentes como Dorotéia (2017)Senhora dos Afogados (2018) O Mistério de Irma Vap (2019). Desta vez, ele aprofunda seu olhar sobre o fazer teatral e a teatralidade da cena, colocando-os em primeiro plano.

Esta intenção se manifesta ora com elementos mais realistas – desde a concepção dos figurinos casuais, também assinados pelo diretor, até o jogo proposto entre atores, objetos e adereços -, ora envolto em um universo mítico – como a referência à Caixa de Pandora, base da cenografia de Rogério Falcão, que dialoga com o intenso design de luz de César Pivetti e a precisa música original de Dan Maia. Na visão do diretor, essa tríade no jogo cênico ganha status de personagem durante a montagem.

“Tenho refletido ultimamente sobre o quanto será importante fazer teatro desta forma, falando sobre amores e dores, com leveza e humor em certos momentos. A pandemia tem nos mostrado diariamente a importância dessas relações para o todo”, conclui o diretor.

Sinopse – O que nos faria repensar o conceito de “amor à primeira vista “? Em que momento percebemos que uma relação não deu certo ou mesmo procuramos entender os pontos de interesse em desencontro para salvar o essencial ao animal humano: a troca?

Eros, o amor romântico; Ludus, o amor passageiro; Pragma, o amor maduro; Philia, a amizade;

Philautia, o próprio; Storge, o amor consanguíneo, e por fim, Ágape, o amor universal.

Seriam variantes de um mesmo tema? Diferentes cepas de uma pandemia? Um sintoma que exige um tratamento pontual ou um mal autoimune que requer cuidados durante toda a sobrevida?

Jesse e Celine sentem a necessidade um do outro, de maneiras e intensidades diferentes. Com a detecção de uma incompatibilidade, a necessidade continua sendo o mote da relação do casal, mas não a do amor dependente, cinematográfico e de últimos capítulos. Que o amor gera sofrimento todos sabemos, ao menos aqueles que já amaram, de fato. O quanto as pessoas estão disponíveis a assumir esses momentos de sofrimento durante a vida?

Isso é o que nos questiona “Brilho Eterno” de maneira lúdica, mas não leve de efeitos colaterais.

 Ingressos já à venda www.sympla.com.br e na bilheteria do Teatro

O USO DE MÁSCARA É OBRIGATÓRIO DURANTE TODA A SESSÃO

 FAVOR APRESENTAR O COMPROVANTE DE VACINAÇÃO NA ENTRADA 


Sobre Jorge Farjalla

Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Uberlândia-MG, onde assumiu a cadeira de professor substituto na área de direção e interpretação. Criador da Cia. Guerreiro, sua pesquisa em teatro é ligada ao universo de Antonin Artaud, Bertolt Brecht e Constantin Stanislaviski, tendo como ápice suas montagens sobre as obras míticas de Nelson Rodrigues: “Álbum de Família”, “Anjo Negro”, “Senhora dos Afogados” e “Dorotéia”.

Em 2007 no Rio de Janeiro, idealizou a Escola de Teatro da sua Cia. e inaugurou em 2010, onde ofereceu oficinas e cursos de Teatro, Cinema e TV. Dirigiu e atuou no projeto sobre a obra de Dante Alighieri: “A Divina Comédia”. Encenou “Dante´s Inferno” e “Dante´s Purgatório”. O primeiro revigorou o Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas em Sta. Tereza, credenciando o teatro do parque no circuito comercial da cidade do Rio.

Trouxe, junto com a Atriz Ittala Nandi, o roteiro do filme de André Faria, “Prata Palomares” para a cena teatral carioca: “Paraíso AGORA! ou Prata Palomares”.Dirigiu o sucesso “Vou Deixar o Amor Pra Outra Vida” de Rodrigo Monteiro que foi encenado em apartamentos residenciais no bairro de Copacabana no Rio de Janeiro.

No audiovisual, idealizou, roteirizou e dirigiu o projeto: “EnCURTAndo Nelson”(curtas metragens sobre as obras teatrais de Nelson Rodrigues), atualmente em sua décima produção. Dirigiu “Dorotéia” de Nelson Rodrigues, em comemoração aos 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho, com Leticia Spiller e grande elenco. Sucesso de público e crítica na temporada teatral carioca do primeiro semestre de 2016 perpetuando até sua terceira temporada na cidade do Rio no Sesc Copacabana, tendo lotação esgotada desde a reestreia e posteriormente percorreu o país em turnê nacional.

Dirigiu ainda em 2016 “Antes do Café” de Eugene O´Niell, sendo aclamado pela crítica como um dos espetáculos mais dramáticos do ano.Fez a temporada paulista de “Dorotéia” sendo também aclamado pela crítica, dirigiu Antônia Fontenelle no monólogo “#Sincericídio”, também como diretor, está à frente da série para TV “A Dama Escura” de Renata Vázquez.

No cinema, dirigiu o longa metragem documental, em homenagem aos 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça: “O Cravo e a Rosa – O Documentário” que teve sua estreia no Festival de Cinema do Rio e hoje está na plataforma da Rede Globo, Globo Play em exibição. Em pré-produção do longa metragem ficção “Álbum de Família” baseado na obra de Nelson Rodrigues assinando roteiro e direção.

Dirigiu ainda os sucessos “Senhora dos Afogados” de Nelson Rodrigues com Alexia Dechamps, João Vitti, Rafael Vitti, Leticia Birkheuer e grande elenco em São Paulo no Teatro Porto Seguro/primeiro semestre de 2018 e segundo semestre com temporada no Teatro XP no Rio de Janeiro, ganhador do Prêmio Shell de Melhor Figurino 2019 pelo mesmo espetáculo, com temporada no Rio de Janeiro no segundo semestre no teatro XP Investimentos.

Em 2019 dirigiu “Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?” de Yuri Ribeiro com Paula Burlamaqui, Vitor Thiré e grande elenco no Teatro das Artes no Rio de Janeiro, sendo indicado como Melhor Diretor ao Prêmio Botequim Cultural, foi o grande vencedor do Prêmio FITA/Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis-RJ 2018 como Melhor Diretor, Melhor Figurinista e Melhor Espetáculo, solidificando ainda mais seu nome como um dos maiores encenadores do país. No mesmo ano estreou o sucesso “O Mistério de Irma Vap” de Charles Ludlam, com Luis Miranda e Mateus Solano em São Paulo e Rio de Janeiro sendo o espetáculo mais aclamado pelo público e crítica, no primeiro e segundo semestre ainda em cartaz, sendo premiado como Melhor Diretor do Prêmio Bibi Ferreira de Teatro em São Paulo. Adaptou a obra de Valter Hugo Mae para o teatro “Homens Imprudentemente Poéticos” com estreia prevista para segundo semestre de 2021 onde também assina direção e encenação.

Idealizou e dirigiu “Ensaio.Hamlet.Máquina” com Leticia Spiller e música original de Pablo Vares na plataforma instagram do Teatro XP Investimento. Ainda no audiovisual, no início da pandemia, criou junto a Letícia Spiller e Pablo Vares o curta metragem “Enquanto Seu Lobo Não Vem” todo rodado no celular, assinando roteiro, direção, fotografia e montagem com estreia no Indie Corck 2021 Festival de Cinema da Irlanda. Dirigiu ‘Epithaf’, longa-metragem de Bernardo Barreto, todo falado em inglês, em pós produção no Brasil.

Formou parceria com a cantora Vanessa da Mata e o produtor Marco Griesi na montagem do musical sobre a vida de Clara Nunes tanto no audiovisual como no teatro presencial. Para o segundo semestre de 2022 irá dirigir o Musical “Ópera do Malandro” de Chico Buarque com Lázaro Ramos, Vladimir Brichta e grande elenco.

Atualmente está em cartaz com a websérie “O Fantástico Ateliê do Gu” no YouTube, onde dirigiu e criou, para a plataforma, uma série sobre artes em geral, recebendo seis indicações no RioWebFest, Festival internacional de obras para Web, vencendo na categoria de “Melhor Série Educacional”.

Sobre Reynaldo Gianecchini

Nascido em Birigui, interior de São Paulo, em 12 de novembro de 1972. Ganhou fama nacional após a telenovela da Rede Globo “Laços de Família”, em 2000, ao interpretar o protagonista Eduardo, ou Edu, jovem médico que se relacionou com Helena (Vera Fischer) e Camila (Carolina Dieckmann), mãe e filha na trama.

A estreia, no entanto, veio antes e no teatro, na peça “Cacilda”, com direção de José Celso Martinez. Desde que foi destaque na novela de Manoel Carlos, a carreira de ator não parou mais. Em seguida, participou de “As Filhas da Mãe”, como Ricardo e, em 2002, ganhou o “Prêmio Master de Melhor Ator” por sua atuação em “Esperança”; interpretou os irmãos gêmeos Paco e Apolo, da novela das sete “Da Cor do Pecado” e ganhou o “Prêmio Contigo!”.

Um ano depois, foi a vez de mostrar ao público um lado mais cômico. Por sua atuação como o mecânico Paschoal, da novela das oito “Belíssima”, recebeu vários prêmios. Em 2007, foi convidado a ser mais um protagonista, dessa vez o Dante, de “Sete Pecados”. Também esteve em “Passione” e grandes sucessos recentes como “Verdades Secretas” e “A Dona do Pedaço”.

No teatro, participou de “Boca de Ouro”, “O Príncipe de Copacabana”, “Vossa Excelência, o Candidato”, “Doce Deleite”, “Cruel”, “A Toca do Coelho” e “Os Guardas de Taj”.

Sobre Tainá Müller

Tainá Müller é atriz. Iniciou a carreira como modelo e fotografou para diversas marcas em trabalhos internacionais. Na vida artística, começou por trás das câmeras, como assistente de direção. Também foi apresentadora de programas da MTV Brasil antes de viver as primeiras experiências no palco e nas telas.

Em novelas, a primeira personagem foi em “Eterna Magia” (2007), na Globo. Depois, protagonizo “Revelação” (2008), no SBT. Integrou ainda o elenco da primeira temporada do programa jornalístico A Liga (2010), na Band. Retornou à Globo em “Insensato Coração” (2011) e seguiu a carreira em novelas.Esteve em “Cheias de Charme”(2012), “Flor do Caribe” (2013) e viveu a fotógrafa Marina de “Em Família” (2014), que viveu um romance com Clara (Giovanna Antonelli). Entre outros trabalhos de destaque na TV, no teatro e no cinema, protagonizou a série “Bom Dia, Verônica” (2020), da Netflix.

 

 

Compartilhe

Comentários estão fechados.