MAM São Paulo Volta a Abrir as Portas no Parque do Ibirapuera

Divulgação

O Museu de Arte Moderna de São Paulo retorna à sua sede histórica no Parque Ibirapuera encerrando um período fora de suas instalações e abrindo uma nova fase de sua trajetória. A reabertura coincide com a inauguração do 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”, mostra assinada pela curadora Diane Lima, com patrocínio da GoodStorage e da Tiffany&Co. via Lei de Incentivo à Cultura.
Fechado desde agosto de 2024 em razão da reforma na Marquise do Ibirapuera, conduzida pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, o museu volta ao parque com espaços completamente reformulados. A reforma arquitetônica ficou a cargo do escritório Metrópole_arq, comandado por Anna Helena Villela e Silvio Oksman, e teve como diretriz atualizar a infraestrutura do prédio sem comprometer suas características originais nem sua integração com o entorno do parque.
Entre as principais mudanças estão a reorganização dos fluxos de circulação interna, pensada para tornar a chegada do público mais acessível — o que incluiu a eliminação de desníveis e a remoção da antiga escada que dava acesso ao auditório. As salas expositivas ganharam um forro técnico com trilhos flexíveis, a bilheteria foi transferida para a área externa, e o educativo, a biblioteca e a loja passaram por renovação completa. O conjunto de intervenções resultou em um espaço com mais conforto e melhores condições operacionais para receber exposições, atividades educativas e demais programas. Parte da viabilização do mobiliário dos novos ambientes contou com apoio da Leo Social, frente de impacto social da Leo Madeiras. Um novo sistema de sinalização, criado pelo Estúdio CLDT (Celso Longo e Daniel Trench), também foi implementado para facilitar a orientação dos visitantes pelo espaço.
Panorama da Arte Brasileira reúne 33 artistas de 11 estados
A grande exposição que inaugura essa nova fase do MAM é o 39º Panorama da Arte Brasileira, mostra bienal que acompanha a história do museu desde sua criação. Sob curadoria de Diane Lima, a edição “Depois que tudo foi dito” reúne 33 artistas oriundos de 11 estados brasileiros e propõe refletir sobre o que resiste, se transforma ou emerge depois que certos acontecimentos parecem ter se encerrado. A abertura para convidados e imprensa acontece em 11 de setembro, com abertura ao público geral no dia seguinte; a mostra segue em cartaz até 24 de janeiro de 2027. A exposição dá sequência a uma das iniciativas mais tradicionais do MAM para mapear a produção artística nacional, propondo agora uma leitura atualizada dos temas que atravessam a arte brasileira contemporânea.
Clube de Colecionadores ganha nova edição e obra especial
A reabertura também é marcada pelo lançamento de uma nova edição do Clube de Colecionadores MAM, iniciativa voltada a aproximar diferentes públicos da produção artística contemporânea e incentivar a formação de coleções particulares. Todo ano, o programa lança três obras em tiragens limitadas de 70 exemplares, criadas ou selecionadas especialmente para os associados, que além de receber as peças têm acesso a uma agenda exclusiva de encontros ligados ao museu e ao universo do colecionismo. A edição 2026/27 reúne trabalhos de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass, lançados durante a SP-Arte Rotas Brasileiras 2026, realizada de 26 a 30 de agosto na ARCA.
Em celebração à volta do museu à sua sede, o Clube apresenta ainda uma edição especial com obra inédita de Carmela Gross. Em “Brasil à Mão Livre”, a artista retoma uma pesquisa sobre cartografia que acompanha sua produção desde os anos 1980, partindo de um desenho do mapa político brasileiro feito de memória e à mão livre. A obra ganha duas versões: um múltiplo banhado a ouro, produzido em tiragem de 70 unidades, e uma instalação em neon, exibida na parede do restaurante do museu.
Programação educativa passa por reformulação
O retorno à sede também marca uma nova etapa para o MAM Educativo, agora reorganizado em quatro frentes permanentes: Programa de Visitação, MAM Escolas, MAM na Marquise e Ateliê Aberto. A programação passa a contar com uma agenda mais diversa de visitas mediadas, oficinas de criação, cursos de formação, contação de histórias e encontros investigativos, voltados a públicos plurais — crianças, jovens, adultos, educadores e famílias —, com foco especial em inclusão e acolhimento.
Uma das novidades do setor é o Ateliê Aberto: Práticas Inclusivas em Arte Contemporânea, desenvolvido em parceria com a University of Leeds e voltado a encontros com pessoas com deficiência intelectual e autismo, reforçando o compromisso do museu com a ampliação do acesso à arte contemporânea. Com a retomada das atividades, o MAM volta ainda a oferecer uma agenda mensal gratuita, disponível no site do museu.
Petí assume o restaurante do MAM
Completa as novidades da reabertura a chegada do Petí ao espaço gastronômico do museu. Comandado pelo chef Victor Dimitrow e pela restauratrice Bárbara Camargo, o restaurante carrega o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, concedido a estabelecimentos que aliam boa gastronomia a preços acessíveis. O Petí funcionará no mesmo horário do museu — de terça a domingo, das 10h às 18h, com última entrada às 17h30 —, com cardápio fixo e sazonal inspirado nas exposições em cartaz.

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n°, s/nº – Portão 3 (Marquise) – Ibirapuera, São Paulo
Horário: De terça a domingo, das 10h às 18h.
Os ingressos custam entre R$ 20 e R$ 40. Aos domingos, a entrada é gratuita.
@mamsaopaulo

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