Para Maratonar Nas Férias: Filmes E Séries Que Falam Sobre Equidade Racial

O período de férias costuma ser associado ao descanso e ao lazer, mas também pode se tornar uma oportunidade para ampliar repertórios e refletir sobre temas centrais da sociedade contemporânea. A equidade racial é um deles. Pensando nisso, o Pacto de Promoção da Equidade Racial reuniu uma seleção de obras audiovisuais que abordam racismo estrutural, resistência e a valorização da cultura negra, a partir de diferentes linguagens e contextos históricos.
A curadoria inclui filmes, séries e documentários que ajudam a compreender como desigualdades raciais se manifestam no sistema judiciário, nas relações sociais e na construção da memória cultural. “O entretenimento tem o poder de apresentar novas perspectivas e gerar empatia. Consumir conteúdos que rompem bolhas sociais é um passo simples e prático em direção à equidade”, afirma Guibson Trindade, gerente executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial.
Malês (em circuitos culturais e, em breve, no Globoplay): Dirigido por Antônio Pitanga, o longa revisita a Revolta dos Malês, maior levante de pessoas escravizadas da história do Brasil, ocorrido em Salvador, em 1835. Após boa recepção nos cinemas em 2025, o filme segue em exibição em circuitos culturais, como a Spcine e cinematecas, enquanto aguarda estreia no streaming. A produção destaca a sofisticação intelectual e a resistência negra em um episódio fundamental da história brasileira.
AmarElo – É Tudo Pra Ontem (Netflix): Conduzido por Emicida, o documentário ultrapassa os bastidores de um show para se tornar um mergulho na história da cultura negra no Brasil. A obra conecta passado e presente ao celebrar personalidades, movimentos culturais e a herança africana, ressaltando a importância da memória como ferramenta de compreensão do presente.
A Mulher Rei (HBO Max e Prime Video): O épico traz ao centro da narrativa as Agojie, unidade de elite formada por mulheres guerreiras que protegiam o Reino de Daomé. Ao fugir de abordagens centradas apenas no sofrimento, o filme valoriza a força, a liderança feminina e a complexidade das organizações sociais africanas.
Olhos que Condenam (Netflix): Baseada no caso real dos “Cinco do Central Park”, a minissérie retrata como vieses raciais influenciam decisões judiciais e destroem trajetórias de vida. A produção se impõe como um retrato duro, porém necessário, das falhas estruturais do sistema de justiça e da urgência no combate ao preconceito.
Infiltrado na Klan (aluguel e compra em diversas plataformas): Dirigido por Spike Lee, o filme mistura suspense e humor ácido para contar a história real de um policial negro que se infiltra na Ku Klux Klan. A obra provoca reflexões atuais sobre racismo, intolerância e a importância da vigilância constante contra os discursos de ódio.
Cara Gente Branca (Netflix): Ambientada em uma universidade de elite, a série aborda o racismo cotidiano a partir de diálogos ágeis e situações contemporâneas. Conceitos como microagressões, pertencimento e diversidade institucional aparecem de forma acessível, tornando a produção uma ferramenta relevante para entender como o preconceito se manifesta no dia a dia.
Sobre o Pacto de Promoção da Equidade Racial:
O Pacto de Promoção da Equidade Racial é uma iniciativa que implementa um Protocolo ESG Racial no Brasil, levando a pauta racial ao centro do debate econômico. A associação reúne 85 empresas signatárias de diferentes setores e atua na promoção de práticas mais justas e inclusivas no ambiente corporativo e na sociedade.
Comentários estão fechados.