Novas Casas Movimentam Os Arredores Dos Jardins

Do centro à Vila Madalena, passando por Pinheiros, uma nova leva de bares e restaurantes reforça o dinamismo gastronômico nos arredores dos Jardins. Com propostas que vão da cozinha no fogo à bodega contemporânea, da Sicília ao vinho natural, os endereços apostam em identidade, atmosfera acolhedora e cardápios pensados para compartilhar.
 

 

Holy Tavern Bar & Restaurant
A Holy Tavern Bar & Restaurant é a nova casa do trio Filipe Fernandes, Gabriel Prieto e Thyago Lemos no centro de São Paulo. Inspirada nas taverns de Nova York — bares-restaurantes pequenos e intimistas que unem coquetelaria e cozinha dedicada ao fogo —, a casa abre ao lado da Holy Burger, primeiro empreendimento do grupo. Com apenas 23 lugares e atendimento mediante reserva, o espaço aposta em uma atmosfera acolhedora, com sofás, balcão, madeira escura, tijolos aparentes, iluminação baixa e referências à trajetória dos sócios.
Na cozinha, o chef Filipe Fernandes apresenta um menu enxuto e técnico, inspirado na culinária multicultural americana, com influências francesas, inglesas e escandinavas. O forno a carvão é o protagonista, dando origem a pratos como o Dry Aged Carpaccio de wagyu (R$ 160), o Moules Frites (R$ 110), o Dry Aged Meatballs (R$ 145), o Pastrami de Língua (R$ 130), o Prime Rib (R$ 215 a R$ 389) e o Polvo (R$ 185). Há ainda um único burger, servido de forma limitada. As sobremesas são assinadas por Mariana Mota, com opções como creme de papaya com cassis (R$ 53) e chocolate soufflé (R$ 54). Para acompanhar, a casa oferece drinques autorais, como o Kyuuri Shio (R$ 55), cerveja defumada Rauch Bier (R$ 85), além de mocktails e café coado.

R. Dr. Cesário Mota Júnior, 531 – Vila Buarque, São Paulo

 

 

Bodega Pepito
O chef catalão Oscar Bosch inaugura em Pinheiros a Bodega Pepito, novo bar e restaurante que traduz sua proposta de “cozinha inquieta” em um ambiente informal e acolhedor. Inspirada nas tradicionais bodegas espanholas, a casa combina referências ibéricas com influências brasileiras e globais, funcionando como endereço versátil para diferentes momentos do dia.
O cardápio aposta em porções e pratos para compartilhar. Na seção “Bodegagem”, aparecem opções como o Tataki de Torresmo com chutney de abacaxi (R$ 35), a Empanada de Língua com cebola caramelizada e cerveja preta (R$ 20 a unidade) e a Croqueta Forrest Duck, de pato com maionese de tucupi (R$ 24). Entre os bocados servidos em dupla estão o Ebi Sando, burger de camarão com pimenta-de-cheiro e furikake (R$ 59), e o Choribao, com chistorra, chipotle e picles (R$ 40). Os yaki-pintxos incluem Kafta de cordeiro (R$ 47), Mil-folhas de cupim com espuma de mandioquinha e pico de gallo (R$ 47) e o Surf and Turf, que combina polvo e panceta com gochujang (R$ 52). Para dividir, o menu traz a Tortilla de batata com alioli e cecina de wagyu (R$ 55) e o Crudo de atum com leche de tigre de milho (R$ 79).
Entre os pratos principais, a casa oferece a Fregola moquecada com polvo na chapa e moqueca de camarão (R$ 129) e o Arroz de pato com chorizo (R$ 230). As sobremesas seguem a mesma linha autoral, com flan de queijo e doce de leite (R$ 35) e o tirami-churros, feito com café e creme de mascarpone (R$ 44). A carta de bebidas reúne coquetéis clássicos e autorais, vinhos com destaque para os brancos e vermute de produção própria. O espaço, com janelões, ladrilhos hidráulicos, azulejos, madeira e um grande balcão, reforça a atmosfera descontraída da Bodega Pepito, pensada para almoços, happy hour ou jantar.

Rua dos Pinheiros, 320 – Pinheiros, São Paulo

 

 

Palermo
Entre as ruas Teodoro Sampaio e dos Pinheiros, no Largo da Batata, o Palermo surge como o primeiro bar siciliano do Brasil e marca o início de um projeto de revitalização da área, que pretende transformar a região em um polo gastronômico e cultural em Pinheiros. Idealizado pelos sócios Rafael Berçot e Marcello Nazareth, Caio Tucunduva e Julio Seixas, com cozinha assinada pelo chef Thiago Cerqueira, o endereço aposta no espírito mediterrâneo, na convivência ao ar livre e em uma proposta que combina bar e boa mesa.
O cardápio traduz a alma da Sicília em receitas pensadas para compartilhar. Entre os petiscos, destaque para o Sott’olio (R$ 59), com azeitonas aromatizadas, caponata, berinjela e alcachofra em conserva, servidos com focaccia e panelle, bolinho típico de grão-de-bico. Nos crudos, aparecem o Di Tonno (R$ 69), de atum cru com molho de tomate fresco, e o Misto di Crudo (R$ 99), com camarão, atum e peixe branco. Aos fins de semana, entram em cena as Ostriche (R$ 79). As massas do Piatti di Casa podem ser pedidas em porção inteira ou meia e incluem o Caserecce al Pesto di Mandorle com linguiça picante (R$ 48), o Penette al Forno alla Siciliana, gratinado com ragù de carne, berinjela, ervilha e queijo caciocavallo (R$ 48), e o Linguini ai Frutti di Mare (R$ 66).
A carta de coquetéis, assinada por Estella Moraes, reforça a identidade siciliana. Entre as criações estão o Palermo Spritz (R$ 62), com limoncello, tequila, maraschino e espumante; o Costa d’Oro (R$ 55), com Lillet Blanc, laranja e hidromel de frutas vermelhas; e o Fiore di Palermo (R$ 72), com St. Germain, Jerez Fino, hortelã e soda. Nos clássicos, o Negroni alla Siciliana (R$ 58) leva vinho marsala e Averna, enquanto o Ketel Caffè (R$ 58) apresenta uma releitura siciliana do espresso martini.

Rua Sebastião Gil, 14 – Pinheiros, São Paulo

 

 

Gnomo Bar
São Paulo ganhou recentemente um novo endereço dedicado ao vinho com a abertura do Gnomo Bar, projeto dos mesmos nomes à frente do premiado Nomo: a empresária e sommelier Patrícia Werneck, o sócio Danielo Ancete e o chef Nando Carneiro. Com proposta intimista e atmosfera descomplicada, o bar de vinhos se apresenta como um espaço pequeno, vibrante e cheio de personalidade no cenário paulistano. Com apenas 30 lugares, o Gnomo aposta em mesas internas, área ao ar livre e ocupação da calçada, criando um ambiente acolhedor e informal, ideal para encontros despretensiosos. A casa funciona como um refúgio urbano, onde o foco está na experiência sem excessos: bons vinhos, comida bem executada e atendimento direto.
A carta reúne mais de 50 rótulos cuidadosamente selecionados, que transitam entre clássicos do Velho e do Novo Mundo, além de garrafas de pequenos produtores e vinhos de perfil mais autoral, com opções naturais, biodinâmicas e de baixa intervenção. Um dos diferenciais é a ampla oferta de vinhos em taça, que permite explorar diferentes estilos e origens de forma acessível e descomplicada.
Na cozinha, o chef Nando Carneiro assina um menu enxuto e versátil, pensado para acompanhar o vinho. Entre as sugestões estão charcutaria artesanal, queijos de pequenos produtores e pratos que equilibram técnica e criatividade, como o paillard de vieira selada com leite de coco, óleo de limão makrut, capim-santo e chia ponzu; o patê de fígado e pistache com picles de mini legumes e sourdough; as fritas triplas com vichyssoise e hollandaise; e o sarapatelli de pato e morcilla in brodo com vagem.
A identidade do Gnomo se completa com uma curadoria de arte que ocupa as paredes da casa, com obras do coletivo Barra Funda Autoral, sob curadoria de Cláudio Magalhães. Todas as peças estão à venda, com valores de até R$ 800, reforçando a proposta de aproximar arte contemporânea e vinho de qualidade.

Rua Rodesia, 206 – Vila Madalena, São Paulo
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