Exposição Na Casa Museu Ema Klabin Resgata A São Paulo Antes Da Colonização

Foto Nelson Kon

 

A Casa Museu Ema Klabin recebe até o dia 29 de março, a exposição “Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana”, com curadoria de Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa. A mostra convida o público a revisitar o território paulistano antes da colonização europeia, revelando uma história de ocupação humana que remonta a cerca de 4 mil anos.
Antes de se tornar a metrópole contemporânea, a região era conhecida como Piratininga, termo de origem tupi que significa “peixe a secar” e faz referência às várzeas alagáveis dos rios, onde os peixes ficavam expostos ao sol após as cheias. Localizada em uma área estratégica, próxima ao litoral e protegida pelo relevo íngreme, a aldeia reunia abundância de água, rios sinuosos e condições favoráveis à circulação e à sobrevivência.
A exposição apresenta resultados de pesquisas arqueológicas realizadas nas últimas décadas, que revelam um passado pouco conhecido da cidade. O percurso destaca o método científico da arqueologia, desde a escavação em campo — com a divisão cuidadosa das áreas de pesquisa — até o trabalho de laboratório, que envolve higienização, catalogação e análise dos achados.
Organizada em dois eixos, a mostra aborda o período Pré-colonial, com vestígios anteriores à chegada dos europeus, e o período Colonial, que vai dos primeiros contatos com os colonizadores até o início do século XIX. O público poderá conhecer descobertas provenientes de oito importantes sítios arqueológicos da capital, como artefatos de pedra lascada do Morumbi, registros do início da mineração no Jaraguá, antigas olarias de Pinheiros, urnas funerárias indígenas encontradas em diferentes regiões da cidade e vestígios das casas do Butantã e do Itaim Bibi, nas proximidades da própria Casa Museu.
Na seção final, “Os Ares de Piratininga”, a exposição aborda as transformações climáticas da região ao longo do tempo, com base em amostras coletadas em um estudo realizado em 1997, que indicam uma paisagem bastante distinta da atual.
Além de registros fotográficos e cartográficos, a mostra reúne reproduções de artefatos arqueológicos, alguns dos quais poderão ser manuseados pelo público, ampliando a experiência educativa e sensorial da visita. Ingressos para a Casa Museu custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), gratuito para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública

Rua Portugal, 43 – Jardins, São Paulo
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