Especialista Alerta Para Aumento De Fraudes Em Aluguel Por Temporada No Verão

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Com a chegada do Natal, Réveillon e das férias de verão, a busca por imóveis de temporada em regiões litorâneas dispara — e, junto com ela, crescem também os casos de fraudes, anúncios falsos e disputas entre hóspedes, proprietários e condomínios. Plataformas digitais, redes sociais e grupos de aluguel concentram milhares de ofertas, mas nem todas são legítimas.

Segundo a advogada Siglia Azevedo, especialista em Direito Imobiliário, o período é considerado “crítico” pela alta incidência de golpes e irregularidades. “É no fim do ano que surgem mais anúncios falsos, reservas inexistentes e imóveis que não correspondem ao prometido. O consumidor precisa redobrar a cautela”, alerta.
 
Golpes mais comuns e sinais de alerta
Entre as fraudes mais recorrentes estão fotos adulteradas, imóveis inexistentes, perfis falsos e exigência de pagamento integral antecipado sem contrato formal. “O primeiro sinal de alerta é quando o suposto proprietário evita fornecer informações, não apresenta documentação ou se recusa a firmar contrato. A ausência de comprovantes é o caminho certo para cair em um golpe”, afirma a especialista. Siglia recomenda priorizar plataformas reconhecidas, solicitar vídeos atuais do imóvel, verificar dados do proprietário (CPF ou CNPJ), buscar avaliações de outros hóspedes e evitar pagamentos por métodos que não permitam rastreamento.
 
Regras condominiais: outro foco de conflito
Além das fraudes, muitos problemas surgem de divergências entre hóspedes e condomínios — especialmente em edifícios residenciais e condomínios fechados que possuem restrições à locação por temporada. “Antes de fechar a reserva, é essencial verificar se o condomínio permite locações de curto prazo. Muitos possuem regras claras, sobretudo quando se trata de grupos grandes, festas ou estadias muito curtas. Quando a prática é proibida pela convenção condominial, tanto proprietários quanto locatários podem enfrentar multas e impedimentos de entrada”, explica a advogada.
 
Orientações para proprietários e hóspedes
Para os locadores, a recomendação é agir preventivamente: comunicar a administração do condomínio, registrar hóspedes, esclarecer regras no contrato e estabelecer limites de uso. “A transparência reduz significativamente o risco de conflitos, responsabilização e danos ao patrimônio”, destaca Siglia. Já para os locatários, cautela deve ser a palavra de ordem: pesquisar, verificar informações em mais de uma fonte e formalizar a locação por escrito.
 
Segurança para uma temporada sem imprevistos
Com o início da alta temporada, especialistas reforçam que a melhor forma de evitar prejuízos é combinar verificação minuciosa, formalização contratual e atenção às regras internas dos condomínios. Assim, tanto hóspedes quanto proprietários podem aproveitar o verão com tranquilidade — e sem surpresas desagradáveis.
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