Casa Museu Ema Klabin Tem Oficinas E Palestras Sobre Arqueologia Em Março

Ao longo de março, a Casa Museu Ema Klabin realiza uma série de atividades que exploram diferentes aspectos da arqueologia e da formação histórica da capital paulista. A programação inclui oficinas práticas, palestras online e uma visita integrada à Casa do Butantã, propondo ao público refletir sobre os vestígios do passado — de ferramentas pré-históricas e ocupações indígenas à diáspora africana no Brasil. As ações dialogam com a exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana e convidam participantes a compreender como a pesquisa arqueológica contribui para revelar e preservar a memória da cidade.

 

Dia 14: Oficina de pedra lascada

No próximo sábado, dia 14, das 14h às 17h, o arqueólogo Luiz Fernando Erig Lima conduz a oficina Pedra lascada: como nossos antepassados produziam ferramentas com rochas?. A atividade oferece 30 vagas, também mediante inscrição, é gratuita e conta com sugestão de contribuição voluntária. Dividida em dois momentos — parte teórica e prática — a oficina apresenta conceitos fundamentais da arqueologia, como a formação de sítios arqueológicos e o estudo das indústrias líticas pré-históricas. Em seguida, os participantes experimentam técnicas de lascamento de rochas, compreendendo como populações que habitaram a região de Piratininga produziam instrumentos com finalidades específicas. Ao propor uma aproximação entre ciência, história e experiência prática, a Casa Museu Ema Klabin convida o público a revisitar o passado paulistano e refletir sobre os vestígios que a cidade contemporânea deixará para o futuro.

Dia 18: Palestra online discute estudos arqueológicos

No dia 18 de março, às 19h, o arqueólogo Luis Symanski ministra a palestra online Estudos arqueológicos da diáspora africana no Brasil. O encontro aborda pesquisas realizadas em sítios afrodiaspóricos no país, como senzalas associadas a engenhos de açúcar e fazendas de café em estados como Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de quilombos dos séculos XVIII e XIX localizados em território mineiro. Durante a apresentação, Symanski coloca esses achados em perspectiva a partir de investigações conduzidas nos Estados Unidos e no Caribe, analisando semelhanças e diferenças nas experiências das populações afrodescendentes nessas regiões. Vestígios arqueológicos como restos alimentares, cerâmicas artesanais, ornamentos e pinturas rupestres são discutidos como formas de expressão identitária e resistência cultural diante da opressão do sistema escravagista. A atividade acontece das 19h às 21h, em formato online, com inscrições a R$ 10 e 95 vagas disponíveis, preenchidas por ordem de inscrição.

Dia 21: Visita integrada à Casa do Butantã

No dia 21 de março, às 10h30, os núcleos educativos da Casa Museu Ema Klabin e do Museu da Cidade de São Paulo promovem uma visita integrada que articula a exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana com a Casa do Butantã, um dos temas abordados na mostra. O percurso começa na Casa Museu Ema Klabin, onde os participantes conhecem a exposição dedicada aos vestígios arqueológicos da formação da cidade. Em seguida, a atividade se desloca para a Casa do Butantã, antiga habitação rural paulistana que preserva artefatos ligados à vida cotidiana de populações escravizadas e às transformações provocadas pela alteração do curso do Rio Pinheiros. Durante a visita, os educadores propõem reflexões sobre as mudanças e apagamentos na história urbana, além de discutir como esses vestígios se tornam patrimônio por meio dos processos de musealização.

Após a primeira etapa, haverá um intervalo livre, com sugestão de piquenique no jardim da Casa Museu Ema Klabin. Na sequência, os participantes seguem até a Casa do Butantã pelo meio de transporte de sua preferência — os educadores acompanharão o trajeto utilizando transporte público para quem desejar fazer o deslocamento em grupo.

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Dia 26: Palestra online sobre vestígios pré-coloniais no Sítio Lítico Morumbi

No dia 26 de março, às 19h, uma palestra online discute o tema Vestígios pré-coloniais em território urbano: o caso do Sítio Lítico Morumbi, em diálogo com a exposição Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana, em cartaz na Casa Museu Ema Klabin. O encontro lança luz sobre o Sítio Lítico Morumbi, considerado o registro mais antigo de ocupação humana identificado na capital paulista. Pesquisas arqueológicas indicam que o local evidencia a presença indígena contínua na região por cerca de três mil anos. Além da relevância científica, o sítio se tornou referência para o debate sobre a preservação de vestígios pré-históricos em áreas urbanas, trazendo à tona questões relacionadas aos impactos da expansão da cidade e aos desafios de gestão e proteção do patrimônio arqueológico.

Dia 28: Oficina de escavação

A programação Museu em Família da Casa Museu Ema Klabin promove, no dia 28 de março, das 14h30 às 16h30, a Oficina de escavação, atividade prática voltada a participantes de todas as idades. Conduzida pelo coletivo multidisciplinar Esquina 130, a proposta convida o público a conhecer, de forma lúdica e educativa, os métodos utilizados por arqueólogos para investigar o passado. Durante a oficina, os participantes irão simular a escavação de um sítio arqueológico utilizando instrumentos semelhantes aos empregados em pesquisas científicas. A atividade inclui também etapas de catalogação dos materiais encontrados e a montagem de uma pequena exposição, permitindo compreender como vestígios se transformam em objetos de estudo e patrimônio museológico. A ação dialoga com a mostra Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana, em cartaz no museu, e propõe uma reflexão sobre preservação, interpretação e comunicação do patrimônio arqueológico da cidade. A participação é gratuita, com sugestão de contribuição voluntária, e as 20 vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

Para mais informações e inscrições acesse o site da Casa Museu Ema Klabin.

Rua Portugal, 43 – Jardim Europa, São Paulo

@emaklabin

 

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